segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Compreensão

Não desejo que não julgues
Que te cales
Juízo
E boca
Nos todos temos
E somos livres
Para exercitá-los
Ao contrário
Quero que digas
Que fales
Aquilo que veio ao mundo
Dizer-nos
Mas para isto
Antes é preciso saber que
A partir do momento
Em que você começa a julgar menos
E a ouvir mais
É quando você aprende a abrir o espírito
Ao invés de fechar o corpo
Em preconceitos
A descentrar teu ego
Rodopiá-lo para fora do centro
Longe de seu umbigo
E a perceber o certo e o errado
Sob uma pluralidade de ângulos
Quanto o teu tão legítimos
Que fazem do teu certo
E do meu errado
Intercambiáveis
Em princípio
É neste exato momento
Em que nasce o entendimento
Mútuo
Como saber compreensivo
Como empreendimento
Coletivo
Como esperas ser entendido
Se não consegues compreender outros sentidos?
Meu mundo é pobre e exíguo
Se não partilhas o teu comigo
Meu espírito é triste e vazio
Se num único indivíduo
Amuado
Ele habita sozinho
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