domingo, 5 de março de 2017

O comum urge

Já tive pressa
Fui impaciente
Quando se é jovem
Nada é suficiente
Já senti receio
De tantas coisas diferentes
Acima de tudo
De não ser capaz
E todos meus temores vieram
Mas suas faces já não me botavam medo
Não se pode ser garoto para sempre
Perder ou ganhar
Que diferença faz
Depois que tudo já passou?
Há milhares de chances
Para se fazer a mesma coisa
Tantas e tantas vezes
Ou, quem sabe, não
As coisas não têm necessidade de ser
Deste ou daquele jeito
As coisas apenas são
Tanta procura única
Tanto sonho vão
E a vida é apenas ordinária
Banal e comum
Embora tão especial e única
Aos olhos de cada um
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