sexta-feira, 19 de julho de 2013

Da poesia

Seu Poeta, não complica
Poesias devem ser simples e casuais
Ou ela é feia ou é bonita
E isto basta, sem mais
As mais belas poesias
Pouca importância dão à teoria
Ignoram a métrica e os manuais
Embora alegorias, rimas e ritmos
E técnicas estilísticas tais quais
Sejam-lhes elementos essenciais
Prestando-se a fins lúdicos
Não passam, pois, de brincadeira
(Não confundir com coisa fútil)
Que a poesia sincera e verdadeira
Transforma em prazer absoluto
Não tendo outro fim que a si mesma
É diversão num mundo sério e sisudo
É coisa de quem ama a beleza
Ou de um espírito vagabundo
Flanando e zombeteando de tudo
Não passa, pois, de farra, de folgança
Que, com leveza e graça
Alimenta-se a fantasia e a alma
O vate pinta quadros e paisagens
Compõem retratos e imagens
Com palavras e figuras de linguagem
Do cotidiano, da vida, da rotina
Quebrando a monotonia da viagem
Contrariando nossas pobres verdades
Desvirtuando solenes regras e normas
O poeta jamais se apega à forma
Pois vate que é vate não utiliza fórmula
E se você o desgosta
Se prefere tudo certo e em ordem
Ele, só de pirraça, escreve em linhas tortas
Dá-lhe de ombros e vira as costas
Pessoas vão e voltam
Ficam as poesias a contar a história
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