terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Dar-se

Não te assustes, morena
Com este meu sorriso farto
Este meu jeito de moleque levado
Nada em mim é segredo
Sou um livro aberto
Nem capa eu tenho
Não faço nenhum mistério
Dos meus sentimentos
Dispenso qualquer cerimônia
Nada em mim é fingimento
Digo-lhe exatamente o que penso
Este lado externo que vês
É igual o interno que não vês
Se rio enquanto te beijo
Se choro depois d'um adeus
É porque é isso
Exatamente isso o que eu sinto
Sei que às vezes corro perigo
Que ando por aí desarmado
Mostrando os dentes a possíveis inimigos
Mas só sei encarar assim o mundo
Sem desconfiança, sem maldade
Mas não te preocupes
Que meu santo é forte
Nem, como lhe disse, te assustes
Com este meu apego
Este meu jeito de cão sem dono
Sou daqueles que se apaixona fácil
Carente e volúvel
Porém sincero
Por isso não te cuides responsável
Pelo que eu sinto
Porque meu coração não tem porto
Ele navega sem rumo
E vive a me enganar
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