domingo, 23 de março de 2014

Alívio

É o peito opresso
Sôfrego, enfermo
Que volta a respirar

É a festa dos pássaros
Após a chuva a chilrear

É o desabrochar das flores
Depois de inverno rigoroso

É o retorno ao lar
Após exílio longo e doloroso

É a criança que brinca
Extasiada com o brinquedo novo

É a tempestade que finda
Deixando em paz os vivos

É o amor que começa
Inocente, cheio de ilusões e promessas

É a ansiedade e angústia
Que dão lugar ao sentir-se pleno, repleto

É a trégua da dor e da fadiga
O repouso, o descanso, o consolo
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