quinta-feira, 12 de junho de 2008

Eu sou a angústia do tempo que passa

Eu sou a angústia do tempo que passa...
Que põe estrelas em movimento
E que colide enormes massas.
Mesmo tão leves como o sopro do vento...

Tempo inexistente quando ancorado
Em cada coração persistente
Que só conhece ilusão e passado
Sem saber de tantos mundos diferentes...

Eu abro meu peito no gume da faca
E tantos outros, assim, iguais ao nada
Nas mãos, só retenho o presente
Passado, futuro é o espaço que me mata...

Regurgita esperança no viver
Quando devorávamos nossos seres
Desfiando belos futuros prazeres
Os quais acreditávamos querer

Sou, serei, talvez te faças ver
Não sei, se fui, há de ser
Distância borrada como sonho
Leva-me num riso tristonho...
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