segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Tempos de (in)certezas

Hoje eu acordei confuso, cheio de dúvidas
Levantei incerto e levei minhas incertezas junto
As tarefas são muitas; as garantias, nenhuma
Ao meio dia fugi de um grupo de evidências
Que vinha brandindo óbvias verdades pelas ruas
E desviei de uma afirmação que tentou me asseverar
Soltei uma e outra interrogação por aqui e acolá
Nada que eu pudesse garantir com segurança
Expliquei: eram apenas honestas perguntas
Hesitei quando me apontaram um inequívoco fato
Por um instante abalou-se minha convicção de ser cauto
Mas porque sou incerto, a assertiva aceitei
Só que com reserva e cuidado
Tomaram-me por ignorante, burro, idiota
Que não entende o certo, o notório e o ululante
Vacilante, não pude me decidir quanto ao mais apropriado
Se burro, idiota ou ignorante
Tudo é tão duvidoso, indefinido e ambivalente
Que a única premissa que aceito
É manter em mente meus próprios limites
Juntei prudência, tolerância e transigência
Fiz minha trouxinha de dúvidas e continuei
Verdades eu vou deixando pelo caminho
Na bagagem levo só conhecimento
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