sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Razão, fé e história

Todo mundo é um pouco esquizofrênico,
eu sou completamente.
Contraditório, hipócrita, covarde!
Dêem o nome que quiserem...
Desde que entendi o mundo,
meu coração cingiu-se em duas metades,
personagens de uma encarniçada luta,
cujo desfecho...


Acreditar nos homens ou sucumbir ao ceticismo?
Trago em mim o humanismo por princípio,
e o pessimismo por costume, por hábito.
Em qual devo me apoiar?
Confiar no futuro ou voltar-lhe as costas?
A razão me ensinou a ter fé,
mas a vida ensinou-me a descrença.
Há alguma contradição nisso?
A vida sufoca, cotidianamente, a fé.
Mas que importa?
Para a fé não há argumento que baste.
Se se retira do homem a bondade e a maldade,
o que sobra?
A história, em seu tenaz e tempestuoso fluir,
que a tudo subsume.
Nem razão, nem fé.
Nem otimismo, nem pessimismo.
Apenas a vida e a morte,
o sangue, o suor e as lágrimas!


Somos filhos da história.
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