Não saio de casa sem celular
Um Smartphone, claro
Não dirijo mais sem GPS
E, na faculdade, levo sempre o notebook
Em suma, nada faço sem meus Gadgets
E nunca deixo de estar conectado
Ah, que saudade da época que Gadgets
Era um relógio da Cássio
E um canivete!
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Física política
Queria ser um elétron
Para ocupar dois lugares
Ao mesmo tempo
Sem me importar com limites corporais
Abaixo Newton
E sua mecânica antiquada!
Abaixo a física clássica!
Viva a física quântica
E a anarquia das partículas subatômicas!
Para ocupar dois lugares
Ao mesmo tempo
Sem me importar com limites corporais
Abaixo Newton
E sua mecânica antiquada!
Abaixo a física clássica!
Viva a física quântica
E a anarquia das partículas subatômicas!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Carinho
Se o amor é uma coisa humana
O carinho é universal
Não há ninguém que não o queria
Nem que, ao recebe-lo, não o entenda
E, afinal, o que é o carinho
Senão uma forma diferente de amor?
É o amor sem teoria, em estado bruto
É o amor que se sente, e não que se diz
O Amor é ideal; o carinho é concreto, material
Do carinho, até as mais terríveis bestas gostam
Quanto mais eu, um pobre ser humano infeliz
Se o amor acabar, que o carinho nunca acabe!
Se o amor faltar, que o carinho nunca nos falte!
O carinho é universal
Não há ninguém que não o queria
Nem que, ao recebe-lo, não o entenda
E, afinal, o que é o carinho
Senão uma forma diferente de amor?
É o amor sem teoria, em estado bruto
É o amor que se sente, e não que se diz
O Amor é ideal; o carinho é concreto, material
Do carinho, até as mais terríveis bestas gostam
Quanto mais eu, um pobre ser humano infeliz
Se o amor acabar, que o carinho nunca acabe!
Se o amor faltar, que o carinho nunca nos falte!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Fechando o ciclo
É chegada a hora
Hora tão esperada
De colocar os pés descalços
Nos caminhos da estrada
De enterrá-los, fundo
Na areia cálida da praia
De molhar a cabeça
Nas águas sagradas do mar
É hora de caminhar
De me perder de novo
Para alguém encontrar
Antes de voltar, renovado
Por outro caminho qualquer
Quer ir junto? Levo-te comigo
Vamos conhecer pessoas
Vamos rir e dançar à toa
Ter histórias pra contar
Porque é chegada a hora
A hora de ir embora
Com o coração tranquilo
Para encerrar esse ciclo
E começar outro
De alma lavada
Hora tão esperada
De colocar os pés descalços
Nos caminhos da estrada
De enterrá-los, fundo
Na areia cálida da praia
De molhar a cabeça
Nas águas sagradas do mar
É hora de caminhar
De me perder de novo
Para alguém encontrar
Antes de voltar, renovado
Por outro caminho qualquer
Quer ir junto? Levo-te comigo
Vamos conhecer pessoas
Vamos rir e dançar à toa
Ter histórias pra contar
Porque é chegada a hora
A hora de ir embora
Com o coração tranquilo
Para encerrar esse ciclo
E começar outro
De alma lavada
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Considerações de um viajante
Na vida, há infinitas estradas
Tem pessoas que dão voltas e voltas
Em falso, sem chegar a lugar algum
Tem quem vá, certo de si, em linha reta
Acreditando, assim, conquistar o podium
Mas, no final, só conseguem se perder na própria meta
E, coisa estranha, sem deixarem de crer-se no prumo
Fazem cálculos geométricos, ponderam tempo e custo
Andam rápido, mas não olham para os lados
Se alguém fica para trás, abandonam-no, é cada um por si
Diferente desses, há aqueles que giram e giram e giram
E que encontram seu caminho justamente nos círculos
Que outros, os muito seguros, veem como descaminho
Eu pertenço a essa última categoria, a dos perdidos
Que gira, que se extravia porque quer, que sai da trilha
Que prefere seguir sem sentido, sem bússola
Sem mapa, ignorando as placas de aviso
Se existe ponto de chegada, nem todos o alcançam
Porém o certo mesmo é que existe caminho
Qualquer um, porque é preciso caminhar
É correto, portanto, dizer: caminhos, no plural
No infinitivo, porque o que importa é caminhar
Seja qual for o teu, ele jamais está pretraçado, predefinido
É preciso fazê-lo, um pouco sozinho, um pouco acompanhado
Porque o caminho se faz no caminhar, em ato
Não há certo, nem errado; do bem e do mal quem sabe é você
Se errar, ou mudar de ideia, volta, retoma, revoluciona-se
Sem medo, sem culpa; vá com calma, contemple, tateando com o coração
Aprecie a paisagem, porque a vida é uma só, e é breve
Então, divirta-se e aproveite a viagem
Tem pessoas que dão voltas e voltas
Em falso, sem chegar a lugar algum
Tem quem vá, certo de si, em linha reta
Acreditando, assim, conquistar o podium
Mas, no final, só conseguem se perder na própria meta
E, coisa estranha, sem deixarem de crer-se no prumo
Fazem cálculos geométricos, ponderam tempo e custo
Andam rápido, mas não olham para os lados
Se alguém fica para trás, abandonam-no, é cada um por si
Diferente desses, há aqueles que giram e giram e giram
E que encontram seu caminho justamente nos círculos
Que outros, os muito seguros, veem como descaminho
Eu pertenço a essa última categoria, a dos perdidos
Que gira, que se extravia porque quer, que sai da trilha
Que prefere seguir sem sentido, sem bússola
Sem mapa, ignorando as placas de aviso
Se existe ponto de chegada, nem todos o alcançam
Porém o certo mesmo é que existe caminho
Qualquer um, porque é preciso caminhar
É correto, portanto, dizer: caminhos, no plural
No infinitivo, porque o que importa é caminhar
Seja qual for o teu, ele jamais está pretraçado, predefinido
É preciso fazê-lo, um pouco sozinho, um pouco acompanhado
Porque o caminho se faz no caminhar, em ato
Não há certo, nem errado; do bem e do mal quem sabe é você
Se errar, ou mudar de ideia, volta, retoma, revoluciona-se
Sem medo, sem culpa; vá com calma, contemple, tateando com o coração
Aprecie a paisagem, porque a vida é uma só, e é breve
Então, divirta-se e aproveite a viagem
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Ler um livro é como viver um romance
Ler um livro é envolver-se pessoal e emocionalmente
É uma espécie de namoro, de conúbio
Que, ipso facto, tem seus altos e baixos
Como qualquer outro relacionamento
De início, nos damos de bom grado
Com prazer, descobre-se as páginas
A leitura flui, rápida, apaixonada
O entrecho, misterioso, cativa
O leitmotiv parece especial, único
Os personagens são interessantíssimos
Depois, lá pelo meio, cansa-se
A leitura arrasta-se, quase obrigada
Não há mais tesão, apenas compromisso
Começa a se perceber problemas antes não atinados
Bem da verdade, se os cria, por implicância mesmo
Esforça-se por continuar, força-se a permanecer lendo
Para, abandona, retoma, para novamente
Como se se não pudesse deixar as coisas pela metade
Mal resolvidas, inacabadas
E, entre tapas e beijos, brigas e arroubos de paixão
Chega-se ao ponto final
Este, assim como em toda história de amor
Pode ser traumático ou sereno
E a separação pode carregar mágoa ou afeto
Mas sempre, inevitavelmente, chega-se ao fim
De modo que se está livre para ler novamente
Um outro livro, prenhe de novas aventuras
É uma espécie de namoro, de conúbio
Que, ipso facto, tem seus altos e baixos
Como qualquer outro relacionamento
De início, nos damos de bom grado
Com prazer, descobre-se as páginas
A leitura flui, rápida, apaixonada
O entrecho, misterioso, cativa
O leitmotiv parece especial, único
Os personagens são interessantíssimos
Depois, lá pelo meio, cansa-se
A leitura arrasta-se, quase obrigada
Não há mais tesão, apenas compromisso
Começa a se perceber problemas antes não atinados
Bem da verdade, se os cria, por implicância mesmo
Esforça-se por continuar, força-se a permanecer lendo
Para, abandona, retoma, para novamente
Como se se não pudesse deixar as coisas pela metade
Mal resolvidas, inacabadas
E, entre tapas e beijos, brigas e arroubos de paixão
Chega-se ao ponto final
Este, assim como em toda história de amor
Pode ser traumático ou sereno
E a separação pode carregar mágoa ou afeto
Mas sempre, inevitavelmente, chega-se ao fim
De modo que se está livre para ler novamente
Um outro livro, prenhe de novas aventuras
A bunda
Das redondas e empinadas
Diz-se que são calipígias
Perfeitas carnes de Vênus
Mas é as grandes e gordas
Que o vulgo mais elogia
Desde que tenham tônus
Embora as fofas e macias
Boas de esmagar com as mãos
Estejam também entre as preferidas
Sejam brancas ou negras
Melhor ainda quando morenas
As magras, de delicada silhueta
Também têm seu charme
São como maçãs ou peras
Tenras, dão água na boca
Vontade louca de morder
Ah, desejado pedaço de carne!
És a quintessência da fartura!
Ah, louvada seja a bunda!
E como abunda, como abunda!
Diz-se que são calipígias
Perfeitas carnes de Vênus
Mas é as grandes e gordas
Que o vulgo mais elogia
Desde que tenham tônus
Embora as fofas e macias
Boas de esmagar com as mãos
Estejam também entre as preferidas
Sejam brancas ou negras
Melhor ainda quando morenas
As magras, de delicada silhueta
Também têm seu charme
São como maçãs ou peras
Tenras, dão água na boca
Vontade louca de morder
Ah, desejado pedaço de carne!
És a quintessência da fartura!
Ah, louvada seja a bunda!
E como abunda, como abunda!
Do futuro
A vida não deve ser somente a rudeza
Do pão suado que se tem que ganhar
A vida deve ser o livre gozo da beleza
Que dá a natureza sem nada cobrar
Tenho esperança de que num belo dia
Desses cálidos, iluminados de domingo
Quando tudo fará novo sentido na vida
Seremos capazes de compreender isso
Amaremos por que é feliz saber amar
Nada de egos e ismos tão mesquinhos
Nem da morte atemorizar-nos sozinhos
Nada de angustias fúteis a nos acossar
Nem de sentir-nos assim, só e perdidos
Amaremos apenas, porque é feliz amar
Do pão suado que se tem que ganhar
A vida deve ser o livre gozo da beleza
Que dá a natureza sem nada cobrar
Tenho esperança de que num belo dia
Desses cálidos, iluminados de domingo
Quando tudo fará novo sentido na vida
Seremos capazes de compreender isso
Amaremos por que é feliz saber amar
Nada de egos e ismos tão mesquinhos
Nem da morte atemorizar-nos sozinhos
Nada de angustias fúteis a nos acossar
Nem de sentir-nos assim, só e perdidos
Amaremos apenas, porque é feliz amar
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