quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pelo fim da PM

Vamos refrescar a memória?

Em julho deste ano completou 20 anos da chacina da Candelária, na qual foram assassinados 8 moradores de rua, 6 deles menores de idade.

Neste mês de agosto completará também 20 anos de outro massacre, a chacina de Vigário Geral, a qual contou 21 mortos, todos pessoas inocentes que não cometeram outro crime exceto serem pobres e favelados.

Em outubro, é a vez do massacre do Carandiru completar 21 anos. Total de presos sumariamente executados: 111.

Em abril de 1996, 21 sem-terras foram mortos pela PM durante repressão à passeata que faziam em Eldorado dos Carajás.

Em março de 2005, 29 pessoas foram assassinadas por um grupo de policiais militares que saíram atirando indiscriminadamente pela Baixada Fluminense.

Entre 12 e 20 de maio de 2006, a PM paulistana assassinou 493 pessoas em represália aos ataques encabeçados pelo PCC em todo o Estado.

Ao longo de todo o ano passado, numa situação semelhante à vivida em 2006, a PM de São Paulo perpetrou 24 chacinas, num total de quase uma centena de mortos.

Em junho deste ano, o BOPE invadiu a comunidade Nova Holanda, no RJ, e assassinou 10 pessoas em retaliação à morte de um soldado.

E isso para ficar apenas nos casos mais memoráveis, que tiveram forte apelo midiático e impacto na opinião pública. A verdade é que esses casos representam apenas a pequena ponta de um iceberg incomensurável. Acabam, ademais, escondendo o fato de que a violência homicida da polícia é corriqueira, cotidiana, diária. Essa violência cotidiana não aparece nas manchetes de jornais, e quem a vê e a sente na pele são as comunidades de trabalhadores pobres espalhadas pelas periferias de todo o país. Todo dia o Estado, por meio da polícia, extermina parte de seus cidadãos mais vulneráveis (geralmente pretos/pardos, pobres e jovens), seja em operações e incursões “legais” em favelas, seja através de grupos de extermínio compostos por policiais fora de serviço; seja através de balas perdidas ou endereçadas, seja em consequência de “resistência à prisão seguida de morte”. No que diz respeito a esta última classificação, só no Estado de São Paulo a polícia assassinou 2000 pessoas entre 2005 e 2009.

É preciso ainda argumentar pela necessidade de desmilitarização e reformação total da polícia brasileira?
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