quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carros, petróleo e a economia mundial

Não à toa o modelo de transporte atual, altamente poluente e excludente, não muda; não à toa as corporações petrolíferas e automobilísticas são tão poderosas: das 15 maiores corporações mundiais, 11 são ou de petróleo/gás ou de automóveis (sobretudo  de petróleo). Mas o pior de tudo, para nós brasileiros e habitantes do terceiro mundo, é que os mais pobres é que têm de arcar com os custos sociais e ambientais desse modelo. Não que o mundo todo não pague, mas os custos são piores para nós (trabalhadores e habitantes da periferia do sistema-mundo). Se não me falha a memória, o Brasil é o 4º ou 5º consumidor mundial de automóveis. Todo o nosso processo de industrialização teve na indústria automobilística seu carro chefe, e hoje a situação não é diferente. Enquanto os países europeus têm sistemas de transporte coletivo públicos e de qualidade, aqui temos de enfrentar horas intermináveis esmagados em metrôs e ônibus superlotados além de arcar com tarifas absurdamente caras; em suma, para quem não pode participar, como consumidor, do mercado automobilístico, que tanto peso tem para a economia mundial, sobra um sistema de transporte ineficiente, caro e corrompido pelas relações promíscuas entre interesse privado e poder público.
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