quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A crise econômica mundial se aprofunda sob o comando do capital financeiro

Os dados mais recentes da economia européia (Zona do Euro) não são nada animadores; ao contrário, a crise segue medrando: o crescimento econômico na Alemanha foi pífio, a França está estagnada, Itália e Espanha estão em recessão. Acrescente-se que o Japão acaba de entrar formalmente em recessão (ou seja, três trimestres de crescimento negativo). A exceção de alguns poucos países em forte crescimento, especialmente China e Índia, o economia mundial está estagnada e dando mostras de que a crise irá se aprofundar este ano. De modo geral, as estimativas para o ano passado, já ruins, foram todas superadas por uma queda real ainda pior que as previsões. Destaque-se o exemplo brasileiro, cuja previsão oficial de crescimento começara em 4% para terminar em míseros 1%. As previsões para este já estão sendo rebaixadas, jogando a perspectiva de uma retomada do crescimento somente para o ano que vem (algo que vem acontecendo com muita frequência). A verdade é que a economia continua sendo controlada pelos mesmos responsáveis pela atual crise, e o modelo econômico aplicado por eles não faz mais do que aprofundá-la. Todo o sistema econômico articula-se sobre a base de uma política neoliberal que privilegia o sistema financeiro, e seus agentes, em detrimento da produção e consumo. Nesse sentido, falar em crescimento econômico de forma descontextualizada, ou seja, sem pensá-lo no quadro da política econômica atual é ou equívoco ou má-fé. A economia mundial somente pode ser salva mediante uma política dos e para os trabalhadores.
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