sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Intervenção em Mali e a hipocrisia ocidental

O ocidentalismo islamofóbico abre mais uma frente de guerra contra os muçulmanos, desta vez no norte da África, em Mali. E o islamofobismo ocidental-cristão é bastante particular: identifica toda e qualquer nacionalista com terrorismo, ao mesmo tempo que grupos terroristas só são terrorista, para EUA, UK, França e cia, quando o terrorismo daqueles vai contra os interesses econômicos e imperialistas destes.

A democracia e os direitos humanos, duas teclas tão reiteradamente batidas pelo discurso dominante, são conceitos relativos para o Ocidente, e seu significado muda conforme muda a conjuntura política internacional. É exatamente esse o caso dos rebeldes em Mali. Longe de mim querer defender a atuação de grupos fundamentalistas, religiosos e violentos, mas também longe de mim querer defender a resolução da ONU permitindo o uso de força e a intervenção direta da França.

O que é preciso ressaltar é a hipocrisia dos países imperialistas, e os interesses escondidos por trás dessa hipocrisia. A mídia vassala não fala, mas os rebeldes malinenses eram, até ontem, aliados da França e do Ocidente: foram eles que ajudaram a derrubar o regime do coronel Kadafi durante o conflito civil na Líbia. As armas que eles usam agora contra o governo de Mali foi-lhes dada pelos mesmos membros do Conselho de Segurança que votaram pela intervenção no país.

De resto, os verdadeiros terroristas na África não são apenas a Al Qaeda ou que-tais, mas as grandes corporações que extraem as riquezas das entranhas do continente, derrubam governos e exploram a miséria que seus governos colonialistas legaram aos povos africanos.
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