sábado, 15 de dezembro de 2012

A medida da eternidade

Quem manja de matemática aí? Eu estou tentando calcular a medida da eternidade, mas ela envolve tantos zeros que eu me perco completamente. Pode parecer absurdo, temeridade ou pretensão calcular a medida da eternidade, mas talvez haja um jeito de nós, meros mortais, vislumbrarmos uma pequena intuição do que é a eternidade. A conta se faz assim: você já parou para pensar que ao longo de uma vida toda o seu coração baterá "apenas" aproximadamente 3 bilhões e meio de vezes? Ou seja, são 80 batimentos por minuto, 4 800 por hora, 115 200 por dia, 3 456 000 por mês, 41 472 000 por ano, e 3 317 760 000 ao longo de 80 anos. Mas arredondaremos esse número por alto (bem por alto) para facilitar a nossa conta: digamos que um coração bate 4 bilhões de vezes ao longo de uma vida de 80 anos (tempo acima da média, note-se). Tendo em conta que se estima em 100 bilhões o número de galáxias no universo, e em 100 bilhões o número de estrelas que cada uma delas possui, isso nos dá um total de 1 sextilhão de estrelas no universo (ou seja, 1 000 000 000 000 000 000 000; ou ainda: o 1 seguido de 21 zeros). Se dividirmos a totalidade de estrelas no universo pela quantidade de vezes que bate um coração ao longo de uma vida, sobram 250 000 000 000, ou seja, 250 bilhões. Conclusão (se a conta estiver correta; matemáticos, ajudem aí): se cada vez que o coração de alguém batesse surgisse uma estrela no universo, seriam necessárias 250 bilhões de vidas diferentes para alcançar a totalidade de estrelas existente no universo! Isso é 35 vezes mais do que a população mundial atual. Agora raciocine assim: lembre-se da infância, das brincadeiras de criança, dos tempos de escola, do primeiro beijo, do primeiro trabalho, do dia em que deixaste a casa dos pais, do segundo, terceiro, quarto e quinto trabalhos, do dia em que casaste, em que nasceste teu primeiro filho, e o segundo logo depois, em assim por diante; se você ainda está longe de fazer 80 anos como eu, que tenho 27, pense que ainda estás entrando no seu segundo terço de vida, etc.; agora sinta o quanto ficou para trás, ou seja, a dimensão de tempo que tua vida já transcorreu; por fim, perceba que você precisaria ainda de 250 bilhões de vidas iguais a essa para preencher o universo de estrelas. Pronto, essa me parece uma boa imagem do que representa a medida da eternidade.
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