sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Homenagem a El Subcomandante Marcos

Em primeiro de janeiro de 1994, no mesmo dia em que o NAFTA entrava em vigor, explodia um levante popular em Chiapas, estado pobre e agrário no sul do México. O principal líder e porta-voz do movimento, subcomandante Marcos, entrou para o imaginário da esquerda como um novo Ernesto "Che" Guevara; no imaginário da direita, ele é a expressão do banditismo guerrilheiro. Desde 1994 o povo indígena de Chiapas tem uma missão histórica: criar a democracia que o liberalismo burguês é incapaz de constituir. Os índios camponeses agora têm voz. O movimento Zapatista é um exemplo ímpar de organização de base e de democracia participativa. Seria um equívoco qualificar "el sub" como líder do movimento. Não há líderes. Todos falam, todos ouvem e todos decidem. Marcos é apenas um porta-voz. Para além dessa função formal, ele é a face do movimento, e o símbolo da resistência de todos os povos explorados e oprimidos do mundo.


De fato, "el sub" não tem face. Ninguém conhece sua verdade identidade, embora especule-se (com quase 100% de certeza) que ele seja Rafael Sebastián Guillén Vicente, um antigo professor universitário de filosofia, já na casa dos 50 anos. Isto pouco importa. Segundo o próprio subcomandante Marcos, a máscara é apenas um espelho que reflete a todos nós. "Marcos is gay in San Francisco, black in South Africa, an Asian in Europe, a Chicano in San Ysidro, an anarchist in Spain, a Palestinian in Israel, a Mayan Indian in the streets of San Cristobal, a Jew in Germany, a Gypsy in Poland, a Mohawk in Quebec, a pacifist in Bosnia, a single woman on the Metro at 10 p.m., a peasant without land, a gang member in the slums, an unemployed worker, an unhappy student and, of course, a Zapatista in the mountains". Salve Marcos! Salve Chiapas! Salve EZLN!
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