quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Miséria do senso-comum

Há quem acredite que a história é estática: no essencial, não muda nem nunca mudará; muda-se a forma, jamais a substância. Há quem acredite que a história é circular: um eterno girar sobre si mesma, sem nunca começar nem nunca terminar, mas também sem sair do lugar. Há quem acredite que a história é linear: uma marcha direta e ascendente, sem escalas e contratempos, em direção ao progresso. Há quem acredite, ainda, que a história não é nada em si mesma e, como tal, para se tornar realidade depende da ação subjetiva de sujeitos: não passa de um amontoado caótico de acontecimentos contingentes e pouco ou nada relacionados, e qualquer ordem que se pode ver nela é puramente subjetiva e arbitrária. Mas quase ninguém acredita que a história tem uma lógica imanente e é feita por homens e mulheres em luta com a natureza e consigo mesmos.
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