quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A minha geração e o nazi-fascismo

Minha geração preocupa. No que se refere à juventude, há paralelos assustadores entre a atual e aquela do pós-guerra mundial, a juventude dos "loucos anos 20". Essa juventude entediada e ansiosa, empobrecida material e espiritualmente, vagando sobre um mundo que gira cada vez mais rapidamente e no qual ela não parece encontrar lugar de jeito algum, constitui um elemento essencial de movimentos político-sociais autoritários. O tédio, o ódio gratuito, a falta de perspectivas econômicas e de um norte ético e político, os misticismo de toda sorte, a ansiedade produzida por um mundo desprovido de significado e completamente banalizado e naturalizado, são características da nossa geração. Isso tudo tem um potencial revolucionário, mas também reacionário. Se misturada a ingredientes tais como o chauvinismo, o racismo, o xenofobismo, os preconceitos de todo tipo, a exaltação da violência e das pulsões instintivas e irracionais, a nossa geração tornar-se-á um grave problema. Os indícios de que o nazi-fascismo cresce e se desenvolve nos interstícios de um mundo violento e alienado são já suficientes para que nos ponhamos em alerta.
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