sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Guantánamo

Guantánamo é uma pequena área de 116 km² ao sul da ilha cubana, circunscrita por uma cerca de três metros de altura e por 2 km de extensão de campo minado, alugada pelos EUA desde 1903 pelo valor ridículo de U$ 4 mil ao mês.


Dos setecentos e setenta e nove homens mulçumanos que já estiveram presos em Guantánamo desde 2002, mais de quinhentos foram transferidos, libertados ou repatriados após anos de maus-tratos e de violações dos seus direitos, já que não foram acusados formalmente e nem tiveram a possibilidade de um julgamento justo.


Pressionado por organizações dos direitos humanos e por parte da comunidade internacional, o Pentágono reduziu a população carcerária da base para 248, considerados de alta periculosidade e envolvidos diretamente com a al-Qaeda ou com o Taleban. Segundo Washington, cerca de um terço desses prisioneiros teriam lutado contra a OTAN no Afeganistão, 70% teriam treinamento militar e 130 dos 248 teriam se escondido em abrigos do Taleban e da al-Qaeda. A despeito de apenas 25% terem sido detidos em confronto com o exército americano.


Os processos em Guantánamo são julgados conforme a Lei de Comissões Militares, de 2006, cujas bases jurídicas são de um tribunal de exceção, e na qual os réus são considerados “combatentes inimigos”.


Desde a criação da penitenciária, em 2002, somente um (eu disse, um) caso foi julgado. Salim Hamdan, 37 anos, foi condenado por crimes de guerra em agosto de 2008. Das oito acusações contra ele, seis foram consideradas culpadas, inclusive a de ser motorista de Osama Bin Laden. Hamdan argumentou que trabalhou para Bin Laden de 1997 a 2001 unicamente pelo salário de duzentos dólares e não para fazer guerra contra os EUA.
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