quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Esse é um dos heróis ocidentais que entraram para a História:

Winstom Churchill, com aquela bochecha rosada e um charuto asqueroso sempre pendente nos lábios, realmente era um suíno britânico digno de asco. Eis aqui algumas de suas pérolas:

"O governo do mundo deve ser confiado às nações satisfeitas, que não desejam para si nada que já não tenham tido. Se o governo mundial estivesse nas mãos de nações famintas, sempre haveria perigo. Porém, nenhum de nós tinha qualquer razão para procurar por algo mais. A paz seria mantida por povos que viveram à sua própria maneira e que não eram ambiciosos. Nosso poder nos pôs acima do restante. Éramos como homens ricos morando em paz dentro de suas habitações".

O discurso de Churchill pode ser facilmente desmistificado. Primeiro porque os homens ricos estão longe de não ter ambições, ao contrário, sempre há novas formas de enriquecer e dominar, de mais a mais, se não o fizerem estão foram do jogo, uma vez que o próprio sistema econômico demanda a competição como regra. Segundo porque as nações não são organismos unicelulares e que não se dividem em classes. Há em seu interior diferenças radicais de privilégio e poder. Portanto, quem efetivamente manda no mundo são os homens ricos dos países ricos, auxiliados pelos homens ricos dos países pobres.

Uma outra declaração ainda mais abjeta desse chefe de Estado, quando Churchill ainda era secretário de Estado no Ministério da Guerra. Em 1919, quando foi abordado pelo comando da RAF pedindo permissão para utilizar armas químicas sobre o Egito “como experimento contra recalcitrantes árabes”, pronunciou-se abertamente em favor de tais armas ignominiosas. Segundo sua explicação as armas químicas eram simplesmente “a aplicação da ciência moderna ocidental às modernas campanhas de guerra”:

"Eu não entendo esses escrúpulos sobre o uso do gás. Sou fortemente a favor de se usar gás venenoso contra tribos não-civilizadas. (...) Não é necessário usar somente os gazes mais letais; podem ser usados gazes que causem grande incoveniência e espalhem vigorosamente o terror e, ainda, não deixem sérios efeitos permanentes na maioria dos afetados".

REFERÊNCIA:

CHOMSKY, Noam. Novas e velhas ordens mundiais. São Paulo: Scritta, 1996.
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