domingo, 5 de outubro de 2008

Privatizando os lucros e socializando as perdas

É exatamente isso que os abutres de Wall Street, mancomunados com a corja do governo, farão efetivamente com a aplicação do pacote de ajuda aos bancos de investimentos falidos pela farra do capital especulativo-financeiro. O velho e sólido mote liberal da não-intervenção se desmancha no ar. A crítica à intervenção só é deixada de lado pelo discurso neoliberal quando a frágil economia especulativa acorda de ressaca após o porre da festa em Wall Street. Pululam, então, por todos os cantos midiáticos, as vaticinações proféticas de que o mundo capitalista como o conhecemos implodirá a menos que o “público” se solidarize com o “privado” e lhe forneça mezinhas capazes de alentá-lo novamente. O intuito é claro: a disposição surreal do mercado financeiro em especular é certamente o que será salvo quando o Estado violentar o “cofrinho” do povo, cuja tutela lhe fora confiada. A partir de agora o lema será: SOCIALIZEM-SE AS PERDAS, REMETAM-ME OS LUCROS!
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